segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Atos de bondade do Senhor


“Eu vou buscar conselho nos braços de Deus / Eu vou achar descanso nos caminhos / Eu vou me assentar em Sua mesa e comer / Até me fartar de sua glória”. ♫

"Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu avô, e tu comerás pão sempre à minha mesa” (2 Samuel 9.7)


Jesus aguarda ansiosamente que sentemos com Ele à mesa permanentemente, semelhante ao que o rei Davi fez a Mefibosete, único que restou da descendência do seu inimigo, então rei Saul, para honrar a aliança que havia feito com Jônatas. “E disse o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que use eu da bondade de Deus para com ele? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés. E onde está? Perguntou-lhe o rei. Ziba lhe respondeu: Está na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar. Então, mandou o rei Davi, trazê-lo de Lo-Debar, da casa de Maquir, filho de Amiel. Vindo Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, a Davi, inclinou-se, prostrando-se com o rosto em terra. Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu avô, e tu comerás pão sempre à minha mesa” (2 Samuel 9.3-7).

Esta foi a mensagem do coração de Deus para que a pastora Marilice Lamarão trouxesse à igreja no culto de sexta-feira (7). Ela explicou que o primeiro ato de bondade do rei Davi foi buscar Mefibosete do lugar de esquecimento (significado de Lo-Debar). Como ele poderia usar da bondade de Deus para com alguém que pertencia à família de quem foi seu inimigo por tanto tempo? Por causa da aliança que havia feito com Jônatas, filho de Saul, devido à grande amizade que tinham.

A bondade do Senhor em salvar o seu povo da condenação
 
Semelhante a Saul com Davi nós também éramos inimigos de Deus antes de Jesus morrer por nós (Romanos 5.10). Fomos resgatados do lugar de esquecimento pelo sangue derramado na cruz do calvário selando, desta forma, a nova aliança para nos tornarmos amigos de Deus (João 15.13-15). Afinal, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). Para que façamos valer a obra que Jesus veio fazer na terra, basta aceitarmos a Ele como nosso Senhor e Salvador. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.9,10).

Esse foi o grande ato de bondade de Deus para conosco: a nossa salvação mediante o nosso resgate do império das trevas pelo sangue do Cordeiro. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9).

Como utilizar os atos de bondade do Senhor para com os outros

Do mesmo modo que o rei Davi usou da bondade de Deus para buscar Mefibosete e o Rei Jesus usou da bondade de Deus para nos buscar do lugar de esquecimento em que nos encontramos antes de conhecê-lo, devemos usar da bondade do nosso Pai para resgatar aqueles que estão perdidos, por meio da pregação do Evangelho da Paz que muda e transforma o mais vil pecador em sacerdócio real, eleito para glorificar a Deus e adorá-lo na beleza da Sua santidade (1 Crônicas 16.29) e ser chamado pelo Seu nome (Deuteronômio 28.10).

♫ “Já chegou o tempo / Não há como esperar / A unção foi derramada em nós / E com ela recebemos a missão / Nossa unidade nos respaldará / O pão da vida está em nós / Então ressuscitaremos multidões / A profecia se cumpriu trazendo fome e sede de Deus / Não vou deixar que os meus olhos se sequem / Preciso chorar / Sentir a dor / Me desesperar / Senhor, leva-me aos famintos / Senhor, leva-me aos sedentos / Senhor, eu quero as nações que são minha herança / Eu vou levar o pão da vida / Eu vou dar de beber de Ti / Eu vou ver toda a terra Te adorar / Dá-me o Teu amor pelas nações”.

Por isso mesmo fomos chamados a ser pescadores de homens (Mateus 4.19), para levar as boas novas da salvação e compartilhar as bênçãos de Deus com aqueles que estão destituídos da Sua glória. “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados” (Isaías 61.1).

O chamado de Deus

A pastora Marilice complementou a mensagem dizendo que quando Deus nos chama, Ele nos justifica (Romanos 5.1), nos predestina (Efésios 1.11) e nos glorifica (1 Pedro 4.14). Ou seja, passamos a ter uma nova identidade porque vivemos por aquilo que acreditamos (Romanos 1.17). Somos comissionados a fazer “discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28.19), sendo nós honrados, recompensados à medida que cumprimos “o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11).

E não importa se a nossa vida está desordenada, tendo tudo e ao mesmo tempo nada ou literalmente não tendo nada. Assim como o rei Davi restituiu a Mefibosete todas as terras de Saul no momento que em que pensava que tudo havia se acabado, o nosso Rei Jesus também restitui tudo aquilo que se perdeu e não se tinha mais esperança de retorno. E mais: “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”, garante o Senhor em Isaías 1.19.

Jesus declara o prazer de estar conosco

O convite da graça se estende ao prazer que Deus tem de estar conosco. Tanto que Jesus reproduziu este sentimento quando esteve com os seus discípulos na última ceia, antes da crucificação: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lucas 22.15,16). 

Aí está a grande importância da Santa Ceia. Desde aquele dia, Jesus não pôde mais beber do fruto da videira com os seus discípulos e só poderá fazê-lo de novo quando reunir à Sua mesa permanentemente, o povo que Ele resgatou. “Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Apocalipse 19.9).

Enquanto esse grande dia não chega, celebremos a Ceia do Senhor como Jesus ordenou comendo o pão (a sua carne) e tomando o vinho (o seu sangue), que representa o cálice da nova aliança. “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios 11.26).

Por isso também que Jesus disse aos judeus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne (...) Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos ” (João 6.51,53).
Em suma, os atos de bondade do Senhor são imensuráveis por causa da sua infinita misericórdia para conosco.

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