♪“Eu vou buscar
conselho nos braços de Deus / Eu vou achar descanso nos caminhos / Eu vou me
assentar em Sua mesa e comer / Até me fartar de sua glória”. ♫
"Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe
disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo por amor de
Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu avô, e tu
comerás pão sempre à minha mesa” (2 Samuel 9.7)
Jesus aguarda ansiosamente que sentemos com Ele à mesa
permanentemente, semelhante ao que o rei Davi fez a Mefibosete, único que
restou da descendência do seu inimigo, então rei Saul, para honrar a aliança
que havia feito com Jônatas. “E disse o rei: Não há ainda alguém da casa de
Saul para que use eu da bondade de Deus para com ele? Então disse Ziba ao rei:
Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés. E onde está?
Perguntou-lhe o rei. Ziba lhe respondeu: Está na casa de Maquir, filho de
Amiel, em Lo-Debar. Então, mandou o rei Davi, trazê-lo de Lo-Debar, da casa de
Maquir, filho de Amiel. Vindo Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, a
Davi, inclinou-se, prostrando-se com o rosto em terra. Disse-lhe Davi:
Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe disse Davi: Não temas,
porque usarei de bondade para contigo por amor de Jônatas, teu pai, e te
restituirei todas as terras de Saul, teu avô, e tu comerás pão sempre à minha
mesa” (2 Samuel 9.3-7).
Esta
foi a mensagem do coração de Deus para que a pastora Marilice Lamarão trouxesse à
igreja no culto de sexta-feira (7). Ela explicou que o primeiro ato de bondade
do rei Davi foi buscar Mefibosete do lugar de esquecimento (significado de
Lo-Debar). Como ele poderia usar da bondade de Deus para com alguém que
pertencia à família de quem foi seu inimigo por tanto tempo? Por causa da
aliança que havia feito com Jônatas, filho de Saul, devido à grande amizade que
tinham.
A bondade do Senhor em
salvar o seu povo da condenação
Semelhante a Saul com Davi nós também éramos inimigos de
Deus antes de Jesus morrer por nós (Romanos 5.10). Fomos resgatados do lugar de
esquecimento pelo sangue derramado na cruz do calvário selando, desta forma, a
nova aliança para nos tornarmos amigos de Deus (João 15.13-15). Afinal, “todos
pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). Para que façamos
valer a obra que Jesus veio fazer na terra, basta aceitarmos a Ele como nosso
Senhor e Salvador. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu
coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que
com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a
salvação” (Romanos 10.9,10).
Esse foi o grande ato de bondade de Deus para conosco: a
nossa salvação mediante o nosso resgate do império das trevas pelo sangue do
Cordeiro. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o
povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9).
Como utilizar os atos de
bondade do Senhor para com os outros
Do mesmo modo que o rei Davi usou da bondade de Deus para
buscar Mefibosete e o Rei Jesus usou da bondade de Deus para nos buscar do
lugar de esquecimento em que nos encontramos antes de conhecê-lo, devemos usar
da bondade do nosso Pai para resgatar aqueles que estão perdidos, por meio da
pregação do Evangelho da Paz que muda e transforma o mais vil pecador em
sacerdócio real, eleito para glorificar a Deus e adorá-lo na beleza da Sua
santidade (1 Crônicas 16.29) e ser chamado pelo Seu nome (Deuteronômio 28.10).
♫ “Já chegou o tempo / Não há como esperar / A unção foi
derramada em nós / E com ela recebemos a missão / Nossa unidade nos respaldará
/ O pão da vida está em nós / Então ressuscitaremos multidões / A profecia se
cumpriu trazendo fome e sede de Deus / Não vou deixar que os meus olhos se
sequem / Preciso chorar / Sentir a dor / Me desesperar / Senhor, leva-me aos
famintos / Senhor, leva-me aos sedentos / Senhor, eu quero as nações que são
minha herança / Eu vou levar o pão da vida / Eu vou dar de beber de Ti / Eu vou
ver toda a terra Te adorar / Dá-me o Teu amor pelas nações”. ♪
Por isso mesmo fomos chamados a ser pescadores de homens
(Mateus 4.19), para levar as boas novas da salvação e compartilhar as bênçãos
de Deus com aqueles que estão destituídos da Sua glória. “O Espírito do Senhor
Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos
quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar
libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados” (Isaías 61.1).
O chamado de Deus
A pastora Marilice complementou a mensagem dizendo que
quando Deus nos chama, Ele nos justifica (Romanos 5.1), nos predestina (Efésios
1.11) e nos glorifica (1 Pedro 4.14). Ou seja, passamos a ter uma nova
identidade porque vivemos por aquilo que acreditamos (Romanos 1.17). Somos
comissionados a fazer “discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas
que vos tenho ordenado” (Mateus 28.19), sendo nós honrados, recompensados à
medida que cumprimos “o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o
conselho da sua vontade” (Efésios 1.11).
E não importa se a nossa vida está desordenada, tendo
tudo e ao mesmo tempo nada ou literalmente não tendo nada. Assim como o rei
Davi restituiu a Mefibosete todas as terras de Saul no momento que em que
pensava que tudo havia se acabado, o nosso Rei Jesus também restitui tudo aquilo
que se perdeu e não se tinha mais esperança de retorno. E mais: “Se quiserdes e
me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”, garante o Senhor em Isaías 1.19.
Jesus declara o prazer
de estar conosco
O
convite da graça se estende ao prazer que Deus tem de estar conosco. Tanto que
Jesus reproduziu este sentimento quando esteve com os seus discípulos na última
ceia, antes da crucificação: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta
Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até
que ela se cumpra no reino de Deus” (Lucas 22.15,16).
Aí
está a grande importância da Santa Ceia. Desde aquele dia, Jesus não pôde mais
beber do fruto da videira com os seus discípulos e só poderá fazê-lo de novo
quando reunir à Sua mesa permanentemente, o povo que Ele resgatou. “Bem
aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Apocalipse
19.9).
Enquanto
esse grande dia não chega, celebremos a Ceia do Senhor como Jesus ordenou
comendo o pão (a sua carne) e tomando o vinho (o seu sangue), que representa o
cálice da nova aliança. “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e
beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios
11.26).
Por
isso também que Jesus disse aos judeus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu;
se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do
mundo é a minha carne (...) Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a
carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós
mesmos ” (João 6.51,53).
Em
suma, os atos de bondade do Senhor são imensuráveis por causa da sua infinita
misericórdia para conosco.

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