sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O reino de Deus e o seu poder


“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20,21).

Bispa Zelia Castro: "Ora, se tem um reino, tem governo. Se tem governo, tem autoridade. Se tem autoridade, tem domínio. Se tem domínio, tem poder. E tudo o que tem no reino de Deus foi delegado à igreja"

A falta de conhecimento do reino de Deus tem sido o motivo de tantos fracassos na vida de muitos cristãos. “Eu vivia no reino, mas eu não conhecia o reino. Hoje eu luto para conhecê-lo”, disse a bispa Zelia Castro no culto de quarta-feira (12). Ela se referia ao seu testemunho de vida, que não pôde contar por causa do pouco tempo, mas que tem a ver com a mensagem que o Senhor entregou a ela para pregar naquela noite.

“Porque o reino de Deus consiste não em palavras, mas em poder” (1 Coríntios 4.20). A bispa Zelia compartilhou com a igreja que por muito tempo achou que a Palavra do Senhor fundamentava todas as coisas no reino de Deus. Não significa que a Palavra de Deus não vale de nada, mas sim, que o Senhor nos permitiu usar a Sua Palavra para adquirirmos poder. 

Disse isso, para explicar porque o reino de Deus não consiste em palavras. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1 Timóteo 4.1). Este é o motivo pelo qual o reino de Deus é fundamentado no poder de Deus. O inimigo usa a palavra para enganar a muitos com falsas doutrinas. E utiliza até mesmo a Palavra de Deus para isso.

Porque precisamos do poder de Deus

E o que se vê nas igrejas é a inversão do propósito do Senhor: pessoas que se dizem cristãs utilizando a Palavra de Deus em benefício próprio, se digladiando por causa de um falso poder. Mas porque e para quê precisamos do poder de Deus? “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Quando Jesus nos salvou e decidimos fazer parte do reino de Deus, Ele nos capacita para integrarmos o exército de Cristo e guerrear contra o inimigo das nossas almas que luta todos os dias para destruir o que de mais precioso Deus criou: o homem. Mas não precisa temer porque podemos todas as coisas naquele que nos fortalece (Filipenses 4.13). “Ora, se tem um reino, tem governo. Se tem governo, tem autoridade. Se tem autoridade, tem domínio. Se tem domínio, tem poder”, complementou a bispa, dizendo que tudo o que tem no reino de Deus foi delegado ao seu povo. “E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Efésios 1.22,23).

Por isso que o apóstolo Paulo ensinava a igreja a combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé para depois disso, receber do Senhor o seu galardão quando Cristo vier em glória nos buscar. “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (1 Timóteo 1.18,19).

A bispa Zelia explicou que o apóstolo Paulo estava falando com alguém que ele resgatou, cuidou, preparou e já podia combater o bom combate, semelhante ao que deve ser o papel da igreja. “Pastor sozinho não vence batalha. É a igreja que vai pra batalha e luta junto com ele”, acrescentou.

Luta interior

A principal batalha que travamos inicialmente é contra a lei do nosso próprio entendimento. “Antes de vencer qualquer inimigo, temos que vencer a nós mesmos”, disse ela se referindo às renúncias da vontade humana. “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém o efetuá-lo. (...) Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim” (Romanos 7.18, 20, 21).

Esta passagem da Bíblia ilustra bem o que se passa conosco: a gente quer e sabe que devemos obedecer a Deus para agradá-lo, mas não o fazemos. “Se não vencermos o mal que está em nós, ele vence”, advertiu a bispa Zelia Castro. Então como obter vitória nessa e nas demais batalhas espirituais? 

Quando um soldado vai para uma guerra, ele deixa tudo pra trás e se preocupa em seguir as orientações daquele que o chamou. E antes de ir pra batalha, recebe as instruções de como manusear as armas para destruir o inimigo. Com a igreja não é diferente. “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10.3-5).

Como utilizar as armas

A busca constante da presença de Deus fará com que o Senhor se revele para nós e nos ensine como utilizar essas armas nos momentos cruciais da nossa vida. Esta intimidade com o nosso Comandante nos dará segurança para seguirmos em frente. E mais ainda, descobriremos quem somos no reino. “Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êxodo 19.6). Isto significa que, ao aprendermos a guerrear, nós podemos mudar primeiro a nossa vida, depois uma nação, onde vive a nossa família, os nossos amigos e aqueles a quem não conhecemos, mas que iremos encontrar à medida que o Senhor dos Exércitos enviar os seus soldados para resgatá-los do império das trevas.

“Eu passei muito tempo sem saber quem eu era no reino”, lamentou a bispa pedindo à igreja que se empenhe em fazer a obra de Deus enquanto tivermos fôlego de vida, para não vagarmos nele como aconteceu com ela ficando perdida em plena guerra.

Num dado momento do culto, ela comentou que, enquanto preparava este sermão, disse ao Espírito Santo que – por incrível que pareça – já sabia de tudo isso. E Ele perguntou a ela: Porque não usou? Então, a bispa admitiu que “é mais fácil se embriagar com palavras do que guerrear. Ou seja, é mais fácil ficar na teoria do que ir para a prática”. No entanto, contrariando as leis do governo de Deus, é impossível desfrutar de tudo o que Ele tem para nós no seu reinado.

"Por isso, que vemos a igreja capenga, sem vitória, vivendo uma vida de derrota. Porque não se dispõe a militar, guerrear no reino. Somos cidadãos terrenos, temporariamente, mas Jesus nos resgatou para um reino espiritual. E tudo o que fazemos ou deixamos de fazer reflete diretamente no reino de Deus", concluiu. Nesta hora, ela se referiu aos escândalos que envolvem homens e mulheres que se dizem de Deus, bem como a nossa desobediência ao Senhor em fazer a sua obra.

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