terça-feira, 2 de outubro de 2012

Resgate para a vida eterna



“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Colossenses 1.13,14).

Não podemos ignorar a grandeza do que Jesus fez em nossas vidas quando nos resgatou do império das trevas nos livrando da condenação da morte eterna pelo pecado. “Não percebíamos o perigo que estávamos correndo, não procurávamos saber o que ia nos acontecer. É como se um exército invadisse um país e livrasse aqueles que estavam condenados à morte”, explicou o bispo Charles no culto de domingo (30).

Aí entra a nossa luta para resistirmos à vontade humana – e ao príncipe deste mundo [de onde fomos resgatados para um reino espiritual] – permanecendo firmes no Senhor até que Jesus venha em glória nos buscar e nos levar para o seu reino celestial. “Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior do que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2 Pedro 2.20,21).

Sim, mandamento. Para viver no reino de Deus é preciso obedecer às leis que o regem, semelhante ao que acontece em vários países que possuem princípios e valores que devem ser obedecidos por aqueles que passam a morar neles. No caso do reino de Deus, quem nos ensina como devemos viver é a Bíblia Sagrada que nos guia através do Espírito Santo, nosso auxiliador.

Mortos para a vida

“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Romanos 6.11). Viver para Deus é dar sentido à nossa existência adorando a Ele com tudo o que somos e temos. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer” (Gálatas 5.16,17).

Mas porque dessa luta ferrenha contra o nosso eu? “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações” (Jeremias 17. 9,10).

E quem poderá nos livrar das ciladas de Satanás – nosso adversário que está em derredor, como leão que ruge, esperando alguém para devorar (1 Pedro 5.8) – e porque não do nosso próprio eu [enganoso]? O salmista Davi recorria a um só. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda” (Salmo 121.1-3).

E quais são os frutos do Espírito? "amor, gozo, paz longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gálatas 5.22). Ao passo que "as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissenções, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes, a cerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus" (Gálatas 5.19-21).

A salvação é para todos

Como também está escrito, ”porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11). Logo, esta mesma graça que nos alcançou continua se manifestando àqueles que ainda estão sob o domínio das trevas na medida em que o evangelho vai sendo pregado. E se for bem recebida, ela no ensina, “educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tito 2.12-14).


Quando transportados para o reino do Senhor Jesus, somos sempre conduzidos em triunfo, em vitória, livrando-nos de tudo o que ameaça a nossa comunhão com Deus. “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37).

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como prosperar em tempos de aflição



“Deus me fez próspero na terra da minha aflição” (Gênesis 41.52)

Somente a total confiança no Senhor Jesus faz com que o nosso coração se alegre em tempos difíceis. E não apenas isso, mas vejamos os frutos da nossa obediência e confiança nEle. Assim era o coração de José, o filho mais moço de Jacó. Mesmo sendo odiado pelos seus irmãos e tendo sido vendido como escravo ao Egito, em nenhum momento ele murmurou ou blasfemou de Deus.

José não sabia que se tornaria a segunda pessoa depois de Faraó vindo a abençoar não só a sua família como todo o povo de Israel. Mas entregou o seu caminho ao Senhor e foi fiel a Ele em todo o tempo.

“O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero” (Gênesis 39.2). Essa é a recompensa de Deus aqueles que confiam e obedecem a Ele, não importa a tribulação pela qual passem. Por isso, os que estão ao nosso redor não entendem porque somos livrados do mal. “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido” (Salmo 91.7).

José foi preso por falso testemunho da mulher de Faraó que queria se deitar com ele. Mas não adiantou armar esta cilada porque o Senhor o livrou da prisão e o abençoou fazendo com que se tornasse governador do Egito.“Quanto mais nos jogam pedra, mais crescemos semelhante ao que ocorre com a clara do ovo”, comparou o bispo Charles Contente no culto de domingo (23).

Só depois de sermos afligidos é que vamos entender o propósito de Deus com aqueles momentos difíceis e que parecem intermináveis na nossa vida. “Disse José a seus irmãos: (...) Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido como para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento”(Gênesis 45.4-7).

No coração de José não cabia ressentimento pelo mal que os seus irmãos o fizeram. É que a intimidade, a confiança no Senhor anula tudo aquilo que faz mal à nossa vida. “Porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4.8).“Nem haja alguma raiz de amargura que, brotando vos perturbe e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hebreus 12.15). Por isso mesmo a Bíblia nos diz ainda: “maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4.4).

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O reino de Deus e o seu poder


“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17.20,21).

Bispa Zelia Castro: "Ora, se tem um reino, tem governo. Se tem governo, tem autoridade. Se tem autoridade, tem domínio. Se tem domínio, tem poder. E tudo o que tem no reino de Deus foi delegado à igreja"

A falta de conhecimento do reino de Deus tem sido o motivo de tantos fracassos na vida de muitos cristãos. “Eu vivia no reino, mas eu não conhecia o reino. Hoje eu luto para conhecê-lo”, disse a bispa Zelia Castro no culto de quarta-feira (12). Ela se referia ao seu testemunho de vida, que não pôde contar por causa do pouco tempo, mas que tem a ver com a mensagem que o Senhor entregou a ela para pregar naquela noite.

“Porque o reino de Deus consiste não em palavras, mas em poder” (1 Coríntios 4.20). A bispa Zelia compartilhou com a igreja que por muito tempo achou que a Palavra do Senhor fundamentava todas as coisas no reino de Deus. Não significa que a Palavra de Deus não vale de nada, mas sim, que o Senhor nos permitiu usar a Sua Palavra para adquirirmos poder. 

Disse isso, para explicar porque o reino de Deus não consiste em palavras. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1 Timóteo 4.1). Este é o motivo pelo qual o reino de Deus é fundamentado no poder de Deus. O inimigo usa a palavra para enganar a muitos com falsas doutrinas. E utiliza até mesmo a Palavra de Deus para isso.

Porque precisamos do poder de Deus

E o que se vê nas igrejas é a inversão do propósito do Senhor: pessoas que se dizem cristãs utilizando a Palavra de Deus em benefício próprio, se digladiando por causa de um falso poder. Mas porque e para quê precisamos do poder de Deus? “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Quando Jesus nos salvou e decidimos fazer parte do reino de Deus, Ele nos capacita para integrarmos o exército de Cristo e guerrear contra o inimigo das nossas almas que luta todos os dias para destruir o que de mais precioso Deus criou: o homem. Mas não precisa temer porque podemos todas as coisas naquele que nos fortalece (Filipenses 4.13). “Ora, se tem um reino, tem governo. Se tem governo, tem autoridade. Se tem autoridade, tem domínio. Se tem domínio, tem poder”, complementou a bispa, dizendo que tudo o que tem no reino de Deus foi delegado ao seu povo. “E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Efésios 1.22,23).

Por isso que o apóstolo Paulo ensinava a igreja a combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé para depois disso, receber do Senhor o seu galardão quando Cristo vier em glória nos buscar. “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (1 Timóteo 1.18,19).

A bispa Zelia explicou que o apóstolo Paulo estava falando com alguém que ele resgatou, cuidou, preparou e já podia combater o bom combate, semelhante ao que deve ser o papel da igreja. “Pastor sozinho não vence batalha. É a igreja que vai pra batalha e luta junto com ele”, acrescentou.

Luta interior

A principal batalha que travamos inicialmente é contra a lei do nosso próprio entendimento. “Antes de vencer qualquer inimigo, temos que vencer a nós mesmos”, disse ela se referindo às renúncias da vontade humana. “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém o efetuá-lo. (...) Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim” (Romanos 7.18, 20, 21).

Esta passagem da Bíblia ilustra bem o que se passa conosco: a gente quer e sabe que devemos obedecer a Deus para agradá-lo, mas não o fazemos. “Se não vencermos o mal que está em nós, ele vence”, advertiu a bispa Zelia Castro. Então como obter vitória nessa e nas demais batalhas espirituais? 

Quando um soldado vai para uma guerra, ele deixa tudo pra trás e se preocupa em seguir as orientações daquele que o chamou. E antes de ir pra batalha, recebe as instruções de como manusear as armas para destruir o inimigo. Com a igreja não é diferente. “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10.3-5).

Como utilizar as armas

A busca constante da presença de Deus fará com que o Senhor se revele para nós e nos ensine como utilizar essas armas nos momentos cruciais da nossa vida. Esta intimidade com o nosso Comandante nos dará segurança para seguirmos em frente. E mais ainda, descobriremos quem somos no reino. “Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa” (Êxodo 19.6). Isto significa que, ao aprendermos a guerrear, nós podemos mudar primeiro a nossa vida, depois uma nação, onde vive a nossa família, os nossos amigos e aqueles a quem não conhecemos, mas que iremos encontrar à medida que o Senhor dos Exércitos enviar os seus soldados para resgatá-los do império das trevas.

“Eu passei muito tempo sem saber quem eu era no reino”, lamentou a bispa pedindo à igreja que se empenhe em fazer a obra de Deus enquanto tivermos fôlego de vida, para não vagarmos nele como aconteceu com ela ficando perdida em plena guerra.

Num dado momento do culto, ela comentou que, enquanto preparava este sermão, disse ao Espírito Santo que – por incrível que pareça – já sabia de tudo isso. E Ele perguntou a ela: Porque não usou? Então, a bispa admitiu que “é mais fácil se embriagar com palavras do que guerrear. Ou seja, é mais fácil ficar na teoria do que ir para a prática”. No entanto, contrariando as leis do governo de Deus, é impossível desfrutar de tudo o que Ele tem para nós no seu reinado.

"Por isso, que vemos a igreja capenga, sem vitória, vivendo uma vida de derrota. Porque não se dispõe a militar, guerrear no reino. Somos cidadãos terrenos, temporariamente, mas Jesus nos resgatou para um reino espiritual. E tudo o que fazemos ou deixamos de fazer reflete diretamente no reino de Deus", concluiu. Nesta hora, ela se referiu aos escândalos que envolvem homens e mulheres que se dizem de Deus, bem como a nossa desobediência ao Senhor em fazer a sua obra.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Temos que ser um

“Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. (...) Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim” (João 17.11,22,23).


Jesus parou em Samaria para quebrar a desunião que existia entre judeus e samaritanos


Jesus veio para unir o seu povo. Por isso, que parou propositalmente no poço que Jacó deixou, onde tirava água para si, para os filhos e para o seu gado numa cidade samaritana chamada Sicar. O Mestre estava saindo da Judeia e indo para a Galileia. Mas para isso, era necessário atravessar a província de Samaria, onde os judeus não se davam com os samaritanos.

“Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. Então lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (...) Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. (...) Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. Nesse ponto, chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher [samaritana]; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Porque falas com ela? Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse aqueles homens: Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. (...) Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher” (João 4.7-9, 13-18, 25-30, 39).

Cristãos x Cristãos

Jesus parou em Samaria para quebrar a desunião que existia entre judeus e samaritanos. “Aonde você e eu não quisermos ir, Deus vai enviar alguém para ir até lá”, disse o bispo Charles Contente no culto de domingo (9) se referindo aqueles que se recusam a fazer a obra de Deus por motivos semelhantes ao que acontecia naquela época. “Seria bom se no mundo cristão as pessoas parassem de beliscar e de brigar umas com as outras e todos trabalhassem juntos para realizar uma colheita de almas para Jesus (...). Creio que oração e obediência a Deus farão muito mais para cumprir a Grande Comissão de Cristo do que fofocas e divisões entre o povo de Deus”, destacou o reverendo americano William W. Woordes, no prefácio do livro Vaso Para Honra de Rebeca Brown (1998).

Charles Contente disse ainda que, quando temos um encontro com Deus – como a mulher samaritana – Ele preenche as nossas necessidades. “Naqueles poucos segundos, ele revelou a vida dela porque Ele é Deus. A preocupação do Senhor ultrapassa as nossas dificuldades. Aquela mulher conseguiu alcançar o coração de Deus confessando que precisava da água que Jesus estava oferecendo. Da mesma forma podemos alcançar o coração de Deus, reconhecendo que precisamos dele”, lembrou o bispo.

E registrou também que ninguém pode interferir no propósito da salvação. “Enquanto há fôlego, há esperança”, acudiu ele dizendo que a luz do Espírito Santo tira a cegueira da ignorância, permitindo assim, que a Palavra que liberta seja conhecida por todos os homens. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10.13-15).

“Um rebanho / Um pastor / Uma esperança / Um Salvador / Um reino / Um Rei / Uma bandeira que levantamos / Coroamos, Rei Jesus / Tu És o Senhor da Igreja / Adoramos, Rei Jesus / Somos fruto do Teu penoso trabalho na cruz / De mãos dadas erguidas cantamos / Teu corpo Te ama Senhor / De mãos dadas erguidas clamamos: faz-nos um, por Teu sangue somos um!” ♫

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Atos de bondade do Senhor


“Eu vou buscar conselho nos braços de Deus / Eu vou achar descanso nos caminhos / Eu vou me assentar em Sua mesa e comer / Até me fartar de sua glória”. ♫

"Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu avô, e tu comerás pão sempre à minha mesa” (2 Samuel 9.7)


Jesus aguarda ansiosamente que sentemos com Ele à mesa permanentemente, semelhante ao que o rei Davi fez a Mefibosete, único que restou da descendência do seu inimigo, então rei Saul, para honrar a aliança que havia feito com Jônatas. “E disse o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que use eu da bondade de Deus para com ele? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado de ambos os pés. E onde está? Perguntou-lhe o rei. Ziba lhe respondeu: Está na casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar. Então, mandou o rei Davi, trazê-lo de Lo-Debar, da casa de Maquir, filho de Amiel. Vindo Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, a Davi, inclinou-se, prostrando-se com o rosto em terra. Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu avô, e tu comerás pão sempre à minha mesa” (2 Samuel 9.3-7).

Esta foi a mensagem do coração de Deus para que a pastora Marilice Lamarão trouxesse à igreja no culto de sexta-feira (7). Ela explicou que o primeiro ato de bondade do rei Davi foi buscar Mefibosete do lugar de esquecimento (significado de Lo-Debar). Como ele poderia usar da bondade de Deus para com alguém que pertencia à família de quem foi seu inimigo por tanto tempo? Por causa da aliança que havia feito com Jônatas, filho de Saul, devido à grande amizade que tinham.

A bondade do Senhor em salvar o seu povo da condenação
 
Semelhante a Saul com Davi nós também éramos inimigos de Deus antes de Jesus morrer por nós (Romanos 5.10). Fomos resgatados do lugar de esquecimento pelo sangue derramado na cruz do calvário selando, desta forma, a nova aliança para nos tornarmos amigos de Deus (João 15.13-15). Afinal, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). Para que façamos valer a obra que Jesus veio fazer na terra, basta aceitarmos a Ele como nosso Senhor e Salvador. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.9,10).

Esse foi o grande ato de bondade de Deus para conosco: a nossa salvação mediante o nosso resgate do império das trevas pelo sangue do Cordeiro. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2.9).

Como utilizar os atos de bondade do Senhor para com os outros

Do mesmo modo que o rei Davi usou da bondade de Deus para buscar Mefibosete e o Rei Jesus usou da bondade de Deus para nos buscar do lugar de esquecimento em que nos encontramos antes de conhecê-lo, devemos usar da bondade do nosso Pai para resgatar aqueles que estão perdidos, por meio da pregação do Evangelho da Paz que muda e transforma o mais vil pecador em sacerdócio real, eleito para glorificar a Deus e adorá-lo na beleza da Sua santidade (1 Crônicas 16.29) e ser chamado pelo Seu nome (Deuteronômio 28.10).

♫ “Já chegou o tempo / Não há como esperar / A unção foi derramada em nós / E com ela recebemos a missão / Nossa unidade nos respaldará / O pão da vida está em nós / Então ressuscitaremos multidões / A profecia se cumpriu trazendo fome e sede de Deus / Não vou deixar que os meus olhos se sequem / Preciso chorar / Sentir a dor / Me desesperar / Senhor, leva-me aos famintos / Senhor, leva-me aos sedentos / Senhor, eu quero as nações que são minha herança / Eu vou levar o pão da vida / Eu vou dar de beber de Ti / Eu vou ver toda a terra Te adorar / Dá-me o Teu amor pelas nações”.

Por isso mesmo fomos chamados a ser pescadores de homens (Mateus 4.19), para levar as boas novas da salvação e compartilhar as bênçãos de Deus com aqueles que estão destituídos da Sua glória. “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados” (Isaías 61.1).

O chamado de Deus

A pastora Marilice complementou a mensagem dizendo que quando Deus nos chama, Ele nos justifica (Romanos 5.1), nos predestina (Efésios 1.11) e nos glorifica (1 Pedro 4.14). Ou seja, passamos a ter uma nova identidade porque vivemos por aquilo que acreditamos (Romanos 1.17). Somos comissionados a fazer “discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28.19), sendo nós honrados, recompensados à medida que cumprimos “o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11).

E não importa se a nossa vida está desordenada, tendo tudo e ao mesmo tempo nada ou literalmente não tendo nada. Assim como o rei Davi restituiu a Mefibosete todas as terras de Saul no momento que em que pensava que tudo havia se acabado, o nosso Rei Jesus também restitui tudo aquilo que se perdeu e não se tinha mais esperança de retorno. E mais: “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”, garante o Senhor em Isaías 1.19.

Jesus declara o prazer de estar conosco

O convite da graça se estende ao prazer que Deus tem de estar conosco. Tanto que Jesus reproduziu este sentimento quando esteve com os seus discípulos na última ceia, antes da crucificação: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lucas 22.15,16). 

Aí está a grande importância da Santa Ceia. Desde aquele dia, Jesus não pôde mais beber do fruto da videira com os seus discípulos e só poderá fazê-lo de novo quando reunir à Sua mesa permanentemente, o povo que Ele resgatou. “Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Apocalipse 19.9).

Enquanto esse grande dia não chega, celebremos a Ceia do Senhor como Jesus ordenou comendo o pão (a sua carne) e tomando o vinho (o seu sangue), que representa o cálice da nova aliança. “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios 11.26).

Por isso também que Jesus disse aos judeus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne (...) Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos ” (João 6.51,53).
Em suma, os atos de bondade do Senhor são imensuráveis por causa da sua infinita misericórdia para conosco.